Não mais que de repente as coisas acontecem
A dor que apareceu em mim
transformei em origami
pequenas estrelas
coloridas
A primeira pintei de vermelho
pra me dar coragem pra seguir
A segunda pintei de azul
pra lembrar da leveza das coisas
A terceira pintei de amarelo
pra ter esperança de que vais voltar
Meu Pai querido, eu te amo.
Júnior
16 setembro, 2011
01 setembro, 2011
Tempos difíceis
O corpo dói, minúsculas agulhas trespassando os ossos.
Cheiro de hospital, gosto de morte, o olhar incisivo da falta.
Papéis, pessoas, percalços, procedimentos, produtos, parafernália
pus escorrendo nos azulejos, brotando da terra morta e sem vida
promessa pérfida: paraíso.
Motorista dirige um caça MIG na hora do rush:
" - sai da frente velha! "
Curva o auto-voador ao meio
Correndo;
pra ver se dá tempo,
pra ver se um olhar me convence
pra ver se uma palavra me conforta,
como quando criança corria pros teus braços.
Arremetam seu laudo infindável dezenas de vidas sobre a mesa!
Essa não é mais uma,
é de onde eu vim.
É pra onde eu vou.
Sangue, carne, alma, luz.
Manda vir não sei de onde o alento da primavera,
que eu te espero na porta da saída com flores nas mãos
Francisco de Assis
Cheiro de hospital, gosto de morte, o olhar incisivo da falta.
Papéis, pessoas, percalços, procedimentos, produtos, parafernália
pus escorrendo nos azulejos, brotando da terra morta e sem vida
promessa pérfida: paraíso.
Motorista dirige um caça MIG na hora do rush:
" - sai da frente velha! "
Curva o auto-voador ao meio
Correndo;
pra ver se dá tempo,
pra ver se um olhar me convence
pra ver se uma palavra me conforta,
como quando criança corria pros teus braços.
Arremetam seu laudo infindável dezenas de vidas sobre a mesa!
Essa não é mais uma,
é de onde eu vim.
É pra onde eu vou.
Sangue, carne, alma, luz.
Manda vir não sei de onde o alento da primavera,
que eu te espero na porta da saída com flores nas mãos
Francisco de Assis
30 agosto, 2011
Um grão de areia
O pensamento leva flores contra a tormenta
O coração bate ansioso, perdido
Procuro buscar forças pra manter a sanidade
Onde estará a música?
Um turbilhão incandescente atravessa o peito
A angústia crava os olhos no chão
De onde vejo, areia engole a casinha sonhada
Onde estará a segurança?
Amigos, parentes, gente que não vejo faz muito tempo
A mistura é amarga, espessa
Também vivo, também sonho, também rolo os dados
Onde estará o bálsamo?
Meus amores, meus viveres, seus amores, seus viveres
No meio de tudo está o punhal
Os olhos se erguem para cravar o horizonte
Onde estará o menino?
Deseinventar-me no meio de tudo e apagar a luz dos olhos
É só o que peço quando durmo
Acreditar que será diferente, que, inabalável é a força que move
Onde estará o interruptor?
Assis Monteiro
O coração bate ansioso, perdido
Procuro buscar forças pra manter a sanidade
Onde estará a música?
Um turbilhão incandescente atravessa o peito
A angústia crava os olhos no chão
De onde vejo, areia engole a casinha sonhada
Onde estará a segurança?
Amigos, parentes, gente que não vejo faz muito tempo
A mistura é amarga, espessa
Também vivo, também sonho, também rolo os dados
Onde estará o bálsamo?
Meus amores, meus viveres, seus amores, seus viveres
No meio de tudo está o punhal
Os olhos se erguem para cravar o horizonte
Onde estará o menino?
Deseinventar-me no meio de tudo e apagar a luz dos olhos
É só o que peço quando durmo
Acreditar que será diferente, que, inabalável é a força que move
Onde estará o interruptor?
Assis Monteiro
08 agosto, 2011
O coração de um homem
Ele caminha devagar, sem pressa.
Firme em seu passo, em seu propósito
como uma seta disparada em câmera lenta.
Sente na boca o sabor nostálgico do passado,
lê nos olhos de sua filha os mistérios do futuro
e de peito aberto encara a singularidade do presente.
Quantos erros? Quantos acertos? Quantas coisas?
É certo; jamais saberá. Isso não pesa, não se mede.
No íntimo acredita saber uma coisa, alguém deu o "play".
Continua a caminhada tamborilando os dedos no casaco puído,
e batendo as mandíbulas no ritmo da manhã, respirando como se
estivesse saíndo novamente do útero da mãe, naquele momento em que
seus olhos - janelas da alma - se abriram e a luz invadiu seu coração
Ele sabe, é o presente, estar vivo, sentir doer, sentir o amor e a amizade
de cada pessoa querida que com todo o carinho carrega consigo pois atemporal
é o amor de amigo o amor da vida.
E ele caminha devagar, sem pressa.
Francisco de Assis
Firme em seu passo, em seu propósito
como uma seta disparada em câmera lenta.
Sente na boca o sabor nostálgico do passado,
lê nos olhos de sua filha os mistérios do futuro
e de peito aberto encara a singularidade do presente.
Quantos erros? Quantos acertos? Quantas coisas?
É certo; jamais saberá. Isso não pesa, não se mede.
No íntimo acredita saber uma coisa, alguém deu o "play".
Continua a caminhada tamborilando os dedos no casaco puído,
e batendo as mandíbulas no ritmo da manhã, respirando como se
estivesse saíndo novamente do útero da mãe, naquele momento em que
seus olhos - janelas da alma - se abriram e a luz invadiu seu coração
Ele sabe, é o presente, estar vivo, sentir doer, sentir o amor e a amizade
de cada pessoa querida que com todo o carinho carrega consigo pois atemporal
é o amor de amigo o amor da vida.
E ele caminha devagar, sem pressa.
Francisco de Assis
02 agosto, 2011
O Guardião dos meus sonhos
Um dragão cor de jade acordou em meu estômago
A partir daí, tudo aconteceu em câmera lenta.
É ele, O guardião dos sonhos que trago comigo.
sobrevoando paisagens encantadas,
ora descendo vertiginosamente
como quem quer estourar,
ora subindo num rasante
como quem atravessa a atmosfera,
Foi que voamos juntos pela primeira vez,
pude ver que em mim existem tantos quintais,
lagos, riachos, pastagens, florestas, tantos lugares.
O olhar de um dragão é astuto, penetrante e imponente e,
ao encará-lo sua voz ecoou no meu coração com a força de
mil trovões caíndo em uníssono:
- Se você sentir que o chão sumiu, quando tentarem sufocar a meninice que vive
dentro de cada pérola de sonho que trazes contigo, lembre-se;
Eu sou O teu guardião.
Voarei mais e mais alto, carregando seu espírito,
o seu viver e todas as suas bolinhas de gude.
Vou te levar para um lugar onde você possa descansar
e dançar sem tempo nem espaço.
Júnior
A partir daí, tudo aconteceu em câmera lenta.
É ele, O guardião dos sonhos que trago comigo.
sobrevoando paisagens encantadas,
ora descendo vertiginosamente
como quem quer estourar,
ora subindo num rasante
como quem atravessa a atmosfera,
Foi que voamos juntos pela primeira vez,
pude ver que em mim existem tantos quintais,
lagos, riachos, pastagens, florestas, tantos lugares.
O olhar de um dragão é astuto, penetrante e imponente e,
ao encará-lo sua voz ecoou no meu coração com a força de
mil trovões caíndo em uníssono:
- Se você sentir que o chão sumiu, quando tentarem sufocar a meninice que vive
dentro de cada pérola de sonho que trazes contigo, lembre-se;
Eu sou O teu guardião.
Voarei mais e mais alto, carregando seu espírito,
o seu viver e todas as suas bolinhas de gude.
Vou te levar para um lugar onde você possa descansar
e dançar sem tempo nem espaço.
Júnior
31 julho, 2011
Menos um
Ele escolheu sonhar sem se importar com as consequências,
pesou a carne, pesou os ossos e viu que ainda assim valia a pena.
Francisco de Assis
pesou a carne, pesou os ossos e viu que ainda assim valia a pena.
Francisco de Assis
28 julho, 2011
Meu Refúgio
Papai, mamãe, meu irmão, meus amigos.
Quero envolver todos em um abraço infinito,
até nos misturarmos a poeira cósmica
e juntos cantarmos a música do tempo
girando o grande astro até o começo
pra sentir a primeira rajada de vento
espalhar nossa poeira nos quatro cantos,
criando uni-versos em cada pingo d'água.
O amor que sinto por cada um de vocês.
Junior
Quero envolver todos em um abraço infinito,
até nos misturarmos a poeira cósmica
e juntos cantarmos a música do tempo
girando o grande astro até o começo
pra sentir a primeira rajada de vento
espalhar nossa poeira nos quatro cantos,
criando uni-versos em cada pingo d'água.
O amor que sinto por cada um de vocês.
Junior
Ofegante
Não ha como impedir, o coração endurece.
Cada vez que ele não mais arrisca.
Firma o próximo passo.
Aquele que com tanto zêlo guardou
Preservando a sua meninice
Respira, assustado
Tantos tentaram em vão asfixiá-lo
Veja, estar só mais uma vez
Firma o proximo passo
Esconde debaixo da cama
luta e continua vivo
até onde o coração permite
por mais que este o endureça
A ternura que carrega consigo
desaguou força e destreza.
Ainda vivo.
Os peixes jamais deveriam sair do fundo do mar
Seus mistérios estariam para sempre preservados
O menino ainda respira.
Assis Monteiro
Cada vez que ele não mais arrisca.
Firma o próximo passo.
Aquele que com tanto zêlo guardou
Preservando a sua meninice
Respira, assustado
Tantos tentaram em vão asfixiá-lo
Veja, estar só mais uma vez
Firma o proximo passo
Esconde debaixo da cama
luta e continua vivo
até onde o coração permite
por mais que este o endureça
A ternura que carrega consigo
desaguou força e destreza.
Ainda vivo.
Os peixes jamais deveriam sair do fundo do mar
Seus mistérios estariam para sempre preservados
O menino ainda respira.
Assis Monteiro
30 março, 2011
Quantas?
Pintar o céu com cores inimagináveis.
Te pedir para não me acordar.
E, mesmo assim abrir os olhos
Ver você abrindo a porta.
-Bom dia.
Sabe de uma coisa?
Eu sonho.
Dizem que sonho demais.
Pode ser.
Não discordo.
No entanto
faço,
canto,
manso,
encanto,
no tanto o quanto posso.
Quanta estrela no vestido dela
cada pedaço-do-céu-na-boca
Um cheiro morno de sorriso
O gosto, amêndoa dos olhos
Assis Monteiro
Te pedir para não me acordar.
E, mesmo assim abrir os olhos
Ver você abrindo a porta.
-Bom dia.
Sabe de uma coisa?
Eu sonho.
Dizem que sonho demais.
Pode ser.
Não discordo.
No entanto
faço,
canto,
manso,
encanto,
no tanto o quanto posso.
Quanta estrela no vestido dela
cada pedaço-do-céu-na-boca
Um cheiro morno de sorriso
O gosto, amêndoa dos olhos
Assis Monteiro
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