Vivo cercado de água, e, o que tem do lado de lá?
Atravesso a ponte e me identifico com o ambiente.
Sonho grudado no ferro do latão, sonâmbula gente.
O mecanismo é forte o bastante
trabalha dia e noite sem parar
e consegue mantê-los distantes
Tem informação? Então tem privilégio, é sabido
e quem deveria ser um aliado tornou-se inimigo
Você é, eu sou, e, ainda assim não somos
as vezes somamos em frações de milésimos
quando isso acontece surgem novos átomos
ele foi criado para o abate, mero serviçal
a serviço do clero, do nobre senhor feudal
Colombo Salles não apenas separa ilha e continente
também separa sonhos, separa humores, separa gente
Francisco de Assis
25 janeiro, 2012
20 janeiro, 2012
A água flui (aonde o som se esconde)
Os dias passam e a água corre
triste-mente despenca acordes
desenha caminho nos barrancos
salpica insetos na superfície
Tive seca, por dias, sem água
sem saliva, sem lágrima, nada
durou corrosiva secura branca
E por fim que nasceu nascente
vibrou corrente, encheu lagoa
chiou pedra e estalou madeira
o cipó lambe o espelho d'água
distrai a correnteza tchuplam
assim transbordando este poço
e por fim que nasceu nascente
margem, profundo rio do tempo
carrega a vida, sendo destino
e o som que não esconde; vivo
Assis Monteiro
triste-mente despenca acordes
desenha caminho nos barrancos
salpica insetos na superfície
Tive seca, por dias, sem água
sem saliva, sem lágrima, nada
durou corrosiva secura branca
E por fim que nasceu nascente
vibrou corrente, encheu lagoa
chiou pedra e estalou madeira
o cipó lambe o espelho d'água
distrai a correnteza tchuplam
assim transbordando este poço
e por fim que nasceu nascente
margem, profundo rio do tempo
carrega a vida, sendo destino
e o som que não esconde; vivo
Assis Monteiro
Bóra pro céu
Acordei torto, como foi que cheguei
com o olhar perdido; ressaca mortal
Algumas garrafas vazias, e cigarros
Tem carona? Alguém para o pantanal?
Substância: recordações
Apropriada: ao presente
Abstrações: trabalhosas
Memoráveis: construções
O rosto me faz lembrar o México
não sei bem ao certo por que
Diz estar indo para o céu
talvez eu me arrependa
só indo pra saber
bóra...
Chico
com o olhar perdido; ressaca mortal
Algumas garrafas vazias, e cigarros
Tem carona? Alguém para o pantanal?
Substância: recordações
Apropriada: ao presente
Abstrações: trabalhosas
Memoráveis: construções
O rosto me faz lembrar o México
não sei bem ao certo por que
Diz estar indo para o céu
talvez eu me arrependa
só indo pra saber
bóra...
Chico
18 janeiro, 2012
Chora neném
Quando você nasce alguém bate na sua bunda
esperando choro para ver se você tem saúde
Eu digo que essa pancada vai um pouco além
Pois que no mundo de hoje você é o que tem
Ah meu amigo! bastaria que fossem honestos
e foi dito que até num lixão nascem flores
apenas sinceros como um sorriso de criança
onde nascem sonhos e um botão de esperança
Um pedaço de chão: tá caro
Comer o que é bom: tá caro
Estudar-trabalhar: tá caro
Passear no mundão: tá caro
Você me fita com esses olhos esbugalhados
de quem quer mais do que pode carregar
no final da história eu passo na boa
você precisa de seguro pra passear
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Ainda bem que a arte resiste.
Francisco de Assis
esperando choro para ver se você tem saúde
Eu digo que essa pancada vai um pouco além
Pois que no mundo de hoje você é o que tem
Ah meu amigo! bastaria que fossem honestos
e foi dito que até num lixão nascem flores
apenas sinceros como um sorriso de criança
onde nascem sonhos e um botão de esperança
Um pedaço de chão: tá caro
Comer o que é bom: tá caro
Estudar-trabalhar: tá caro
Passear no mundão: tá caro
Você me fita com esses olhos esbugalhados
de quem quer mais do que pode carregar
no final da história eu passo na boa
você precisa de seguro pra passear
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Ainda bem que a arte resiste.
Francisco de Assis
13 janeiro, 2012
Ipods, Ipads e o I-Homem
Avisa para o vizinho
que é de esperar sentado
os prêmios que lhe prometeram
Consumidos e consumidores, artistas e atores
Sacrificam seus ossos para dizerem das dores
Outrora foi simples, até um tanto entediante
criatividade e dedicação.. miséria bastante?
O que produz o agricultor? conhecimento?
O que produz o governante? mão de obra?
O que produz o acadêmico? alimento?
O que produz nossa nação? desigualdade?
andróides fabricados em série
marcados com código de barra
caminhando rumo ao deserto
sem vida, sem nexo; sem nada
O amor talvez funcione
não é fácil acreditar
procuro não duvidar
Francisco de Assis
que é de esperar sentado
os prêmios que lhe prometeram
Consumidos e consumidores, artistas e atores
Sacrificam seus ossos para dizerem das dores
Outrora foi simples, até um tanto entediante
criatividade e dedicação.. miséria bastante?
O que produz o agricultor? conhecimento?
O que produz o governante? mão de obra?
O que produz o acadêmico? alimento?
O que produz nossa nação? desigualdade?
andróides fabricados em série
marcados com código de barra
caminhando rumo ao deserto
sem vida, sem nexo; sem nada
O amor talvez funcione
não é fácil acreditar
procuro não duvidar
Francisco de Assis
03 janeiro, 2012
Nome aos bois ?
A boiada que nem sonha bandeja de isopor
Meu amigo caminha sem perceber a estrada
E quem um dia irá saber o que veio fazer
só caminhamos pra onde crepita chicotada
Estás roubando seu próprio sopro de vida
concordando com diagnósticos improváveis
Sem força para quebrar os velhos hábitos
laudos, remédios, os motivos infindáveis
Humanidade? Eu digo Calamidade!
Felicidade? Eu digo Iniquidade!
Sociedade ? Eu digo Inimizade !
Ha quanto tempo te ensinou este mundo ?
E qual foi a promessa que lhe fizeram ?
Eu vejo mais cadáveres pegando o ônibus
Do que aqueles enterrados num cemitério
Francisco de Assis
Meu amigo caminha sem perceber a estrada
E quem um dia irá saber o que veio fazer
só caminhamos pra onde crepita chicotada
Estás roubando seu próprio sopro de vida
concordando com diagnósticos improváveis
Sem força para quebrar os velhos hábitos
laudos, remédios, os motivos infindáveis
Humanidade? Eu digo Calamidade!
Felicidade? Eu digo Iniquidade!
Sociedade ? Eu digo Inimizade !
Ha quanto tempo te ensinou este mundo ?
E qual foi a promessa que lhe fizeram ?
Eu vejo mais cadáveres pegando o ônibus
Do que aqueles enterrados num cemitério
Francisco de Assis
27 dezembro, 2011
Novos Muros
Para que alguns desfrutem conforto amparados na miséria alheia
Estas mãos que eu não reconheço carregam pedra, tijolo e areia
Erguemos fortes, pontes, edifícios, para um novo mundo virtual
A natureza antes tão bela ainda resite e protela o seu funeral
Em que momento terá Deus ordenado:
...
- Andem logo! Dêem o seu sangue, seu suor, para que
alguns desfrutem conforto 'façamos' um mundo melhor
...
Se o coração bate junto as montanhas o canto observa a cidade
O amor é de água e de terra - sepultado por toda enternidade
Francisco de Assis
Estas mãos que eu não reconheço carregam pedra, tijolo e areia
Erguemos fortes, pontes, edifícios, para um novo mundo virtual
A natureza antes tão bela ainda resite e protela o seu funeral
Em que momento terá Deus ordenado:
...
- Andem logo! Dêem o seu sangue, seu suor, para que
alguns desfrutem conforto 'façamos' um mundo melhor
...
Se o coração bate junto as montanhas o canto observa a cidade
O amor é de água e de terra - sepultado por toda enternidade
Francisco de Assis
20 dezembro, 2011
Meu melhor amigo
Pai,
você me ensinou
a esvaziar a sacola
quando ela se torna pesada
e a manter apenas o que importa
Pescarias
no alto da serra
conversas intermináveis
cachacinha da boa e madrugada
É pra você que eu canto esta canção
por cada átomo do seu coração
por cada momento em que
você me guiou
Por toda a eternidade serás meu guia.
Júnior
você me ensinou
a esvaziar a sacola
quando ela se torna pesada
e a manter apenas o que importa
Pescarias
no alto da serra
conversas intermináveis
cachacinha da boa e madrugada
É pra você que eu canto esta canção
por cada átomo do seu coração
por cada momento em que
você me guiou
Por toda a eternidade serás meu guia.
Júnior
Sofia e os seus sete anos
Ainda supreendes com perguntas sem resposta
ao menos eu não tenho todas estas respostas
e sua expressão é tantas vezes indecifrável
Os passos naturalmente seguem a sua direção
O que é o infinito?
Para que serve o governo?
Aonde terminam todos os números?
Como um vinho pode ser líquido e seco?
Meu coração sorri, todo meu corpo sorri
cada vez que você faz uma nova pergunta
mesmo sabendo que eu não tenho resposta
Este mundo tanto nos pergunta sem saber
Mas quando vem de você que vê e aprende
o mundo a sua maneira, onde tudo é vivo
e nada é como é, tudo está por se fazer
Percebo minha castração; O mundo pronto
Filha;
Aprender a vida com você é único ritual
descobrir esperança, fôlego para seguir
luz na caminhada, aprender a ser nuvem
Com esse amor maior do mundo para viver
Francisco de Assis
ao menos eu não tenho todas estas respostas
e sua expressão é tantas vezes indecifrável
Os passos naturalmente seguem a sua direção
O que é o infinito?
Para que serve o governo?
Aonde terminam todos os números?
Como um vinho pode ser líquido e seco?
Meu coração sorri, todo meu corpo sorri
cada vez que você faz uma nova pergunta
mesmo sabendo que eu não tenho resposta
Este mundo tanto nos pergunta sem saber
Mas quando vem de você que vê e aprende
o mundo a sua maneira, onde tudo é vivo
e nada é como é, tudo está por se fazer
Percebo minha castração; O mundo pronto
Filha;
Aprender a vida com você é único ritual
descobrir esperança, fôlego para seguir
luz na caminhada, aprender a ser nuvem
Com esse amor maior do mundo para viver
Francisco de Assis
Os olhos dela
Perdi o sono, os olhos e a boca
no desasossêgo da silhueta dela
Caminhando o pensamento abrupto
serve ao paladar em conta-gotas
Destila que é pra não gastar de
uma vez, mas hoje e só por hoje
Deixa transbordar essa chaleira
deita teus sonhos em meus póros
Aquece o peito meu, tira os nós
dos braços e, enrosca o pescoço
Nua nuca de lavanda e marapuama
acalma e perturba minha intenção
Novamente perdido
em cada pedaço desse
teu olhar caleidoscópico
Assis Monteiro
no desasossêgo da silhueta dela
Caminhando o pensamento abrupto
serve ao paladar em conta-gotas
Destila que é pra não gastar de
uma vez, mas hoje e só por hoje
Deixa transbordar essa chaleira
deita teus sonhos em meus póros
Aquece o peito meu, tira os nós
dos braços e, enrosca o pescoço
Nua nuca de lavanda e marapuama
acalma e perturba minha intenção
Novamente perdido
em cada pedaço desse
teu olhar caleidoscópico
Assis Monteiro
19 dezembro, 2011
O skate, a margem e a vizinha
Lembro da gente sentado na calçada
uma tarde inteira e nada pra fazer
investigávamos universos, era isso
Formigas, chuva, ipê, luz e sombra
Escolhemos a margem, correndo azul
jogávamos cartas com vinho barato
trouxemos o brilho dos corrimões e
o desafio das rampas de madeirite
Do outro lado da rua o sorriso dela,
nós apaixonados pela mesma cabrocha
e ela nem ligava ou fingia que não
Casou, teve filhos e continua bela
Éramos teimosos em preguiçar o dia
alguns eram azedinho de três folhas
outros mormaço e garoa fim de tarde
Tinham em comum um sabor de esquina
Júnior
uma tarde inteira e nada pra fazer
investigávamos universos, era isso
Formigas, chuva, ipê, luz e sombra
Escolhemos a margem, correndo azul
jogávamos cartas com vinho barato
trouxemos o brilho dos corrimões e
o desafio das rampas de madeirite
Do outro lado da rua o sorriso dela,
nós apaixonados pela mesma cabrocha
e ela nem ligava ou fingia que não
Casou, teve filhos e continua bela
Éramos teimosos em preguiçar o dia
alguns eram azedinho de três folhas
outros mormaço e garoa fim de tarde
Tinham em comum um sabor de esquina
Júnior
14 dezembro, 2011
Líquido e tempo
Hoje em dia escuto dizer; - Me falta tempo!
E realmente tem faltado. Aquele de observar,
ser observado, escrever e ser escrivinhado.
Não queremos mais a macarronada de domingo?
Meus pais envelheceram e meu irmão cresceu.
Queria escrever assim como eles, os poetas
de verdade, extrair o néctar da vida para
pintar nas linhas do meu caderno um quem
sabe o que de maravilha viva e colorida.
Enquanto esquinas virtuais trazem tanto.
Doce lembrança da infância, quando as horas
eram sentidas ao tocar o sinal do recreio.
Chuva; minha tia dizia: - Você é de açucar?
Naquela época deveria ser; pois que era doce.
Pés descalços desde o recanto das abelinhas.
Rafael meu grande amigo, meu melhor amigo
ainda falta uma peça. Não! algumas talvez.
Estou só novamente driblando dois, três.
Vivendo na luz e nas trevas de cada dia.
Receita; sonhos, determinação e paciência.
Júnior
E realmente tem faltado. Aquele de observar,
ser observado, escrever e ser escrivinhado.
Não queremos mais a macarronada de domingo?
Meus pais envelheceram e meu irmão cresceu.
Queria escrever assim como eles, os poetas
de verdade, extrair o néctar da vida para
pintar nas linhas do meu caderno um quem
sabe o que de maravilha viva e colorida.
Enquanto esquinas virtuais trazem tanto.
Doce lembrança da infância, quando as horas
eram sentidas ao tocar o sinal do recreio.
Chuva; minha tia dizia: - Você é de açucar?
Naquela época deveria ser; pois que era doce.
Pés descalços desde o recanto das abelinhas.
Rafael meu grande amigo, meu melhor amigo
ainda falta uma peça. Não! algumas talvez.
Estou só novamente driblando dois, três.
Vivendo na luz e nas trevas de cada dia.
Receita; sonhos, determinação e paciência.
Júnior
09 dezembro, 2011
Fingida (O samba na hora certa)
Da janela do quarto
lá no alto da colina
Vejo pessoas na rua
cada um tem sua rima
Como é que eu posso ficar
sem imaginar como seria
Se você não tivesse deixado
o amor que eu lhe tinha
E agora que tudo acabou
você passa por mim
Finge que nada existiu
e que sempre foi assim
No coração do sambista
O samba tarda mas não falha
Eu não uso chapéu
e não carrego navalha
Eu fiz de tudo
pra não acabar assim
Não quero mágoa e nem rancor
mas você desdenhou de mim
E você me cobrou aquele samba outro compromisso
O que eu te dei foi com todo amor
jamais pedi algo em troca por isso
Somente o amor maior
também chamado respeito
Um dia ainda pode curar
a dor que fizeste em meu peito
F.A.
lá no alto da colina
Vejo pessoas na rua
cada um tem sua rima
Como é que eu posso ficar
sem imaginar como seria
Se você não tivesse deixado
o amor que eu lhe tinha
E agora que tudo acabou
você passa por mim
Finge que nada existiu
e que sempre foi assim
No coração do sambista
O samba tarda mas não falha
Eu não uso chapéu
e não carrego navalha
Eu fiz de tudo
pra não acabar assim
Não quero mágoa e nem rancor
mas você desdenhou de mim
E você me cobrou aquele samba outro compromisso
O que eu te dei foi com todo amor
jamais pedi algo em troca por isso
Somente o amor maior
também chamado respeito
Um dia ainda pode curar
a dor que fizeste em meu peito
F.A.
08 dezembro, 2011
Dia de chuva
Quando dei por mim começou a chover, era uma garoa bem fraquinha
olhei para o céu e lá estava a lua, e as gotinhas de chuva desciam
como se Deus estivesse compondo um concerto naquele exato instante
Cada pingo no chão brilhava e zunia, fazendo tocar uma melodia ímpar.
Lembrei das promessas, infinitas mentiras vestidas de vermelho.
Quando a canção terminou fiquei feliz pois aquilo que havia de
escroto rastejando no asfalto foi lavado, junto com meu coração.
Assis Monteiro
olhei para o céu e lá estava a lua, e as gotinhas de chuva desciam
como se Deus estivesse compondo um concerto naquele exato instante
Cada pingo no chão brilhava e zunia, fazendo tocar uma melodia ímpar.
Lembrei das promessas, infinitas mentiras vestidas de vermelho.
Quando a canção terminou fiquei feliz pois aquilo que havia de
escroto rastejando no asfalto foi lavado, junto com meu coração.
Assis Monteiro
06 dezembro, 2011
Contemplação
Tem dias
em que a gente
se sente como uma
janela que esqueceram
de fechar, escancarada
E então chega o vento
forte levando tudo o
que vê pela frente
desarrumando a
casa toda
Lambendo as cortinas e
revolvendo os papéis
levantando a poeira
brilhante na luz
café e cigarro
E cessa o vento forte
acalmam as persianas
tudo mudou, cabide,
copo e a janela
cotinua aberta.
Assis Monteiro
em que a gente
se sente como uma
janela que esqueceram
de fechar, escancarada
E então chega o vento
forte levando tudo o
que vê pela frente
desarrumando a
casa toda
Lambendo as cortinas e
revolvendo os papéis
levantando a poeira
brilhante na luz
café e cigarro
E cessa o vento forte
acalmam as persianas
tudo mudou, cabide,
copo e a janela
cotinua aberta.
Assis Monteiro
28 novembro, 2011
Fora do tempo (Ou uma pequena homenagem a todos os músicos)
Há no tempo um "E" que agrada
que desloca o batimento
traz a cor e um sabor
mergulha no tímpano, arrefece a alma
O Poeta diz que vai mas não se mexe
O Sábio se mexe mas não sabe que vai
O Músico espera pra ver quem vai e (se) vai
O Ator esqueceu de ir mas ainda é tempo
Ainda o "E" do tempo, mutável furta-cor
transposto no rosto, saboreado na pele
tatuado no corpo e sentido nos ossos
o sereno das mãos lapidado no olhar
Assis Monteiro
que desloca o batimento
traz a cor e um sabor
mergulha no tímpano, arrefece a alma
O Poeta diz que vai mas não se mexe
O Sábio se mexe mas não sabe que vai
O Músico espera pra ver quem vai e (se) vai
O Ator esqueceu de ir mas ainda é tempo
Ainda o "E" do tempo, mutável furta-cor
transposto no rosto, saboreado na pele
tatuado no corpo e sentido nos ossos
o sereno das mãos lapidado no olhar
Assis Monteiro
Esquece
Encontrei uma carta sua,
guardada no meio de um caderno
Foi bom ler aquilo novamente
Veio no momento certo
Será que quando você copiou
a letra daquela música
Algo em você sabia?
Algo em você mentia?
Aconteceu lembrar as palavras
Esquecê-las foi por opção
Medo de voltar para trás?
Dá um coração pro rapaz
Não precisa ser como este
Não precisa ser grande
Não precisa ser novo
Mas que acredite
Francisco de Assis
guardada no meio de um caderno
Foi bom ler aquilo novamente
Veio no momento certo
Será que quando você copiou
a letra daquela música
Algo em você sabia?
Algo em você mentia?
Aconteceu lembrar as palavras
Esquecê-las foi por opção
Medo de voltar para trás?
Dá um coração pro rapaz
Não precisa ser como este
Não precisa ser grande
Não precisa ser novo
Mas que acredite
Francisco de Assis
16 novembro, 2011
Deixa estar
Eu não quis te ver partir
tentei em vão te segurar
juntei todas as forças
mas não pude mudar você.
E naquele momento eu senti
o mundo desabar em cima de mim
o meu amor foi sem se despedir
fiquei ali sem saber para onde ir.
Nem a maior pá do mudo foi suficiente
para juntar todos os cacos de mim.
Queria me desintegrar, desaparecer
mas ninguém pode desaparecer de si mesmo.
Sinto muito por não estarmos juntos
e sou imensamente feliz por que
demos certo ao menos por um bom tempo.
Ainda guardo no coração os bons momentos
e agora é leve como a memória de um bom filme.
Ainda lembro de como é o seu cheiro
e isso também é leve, é orvalho na folha.
Ah! O prazer de me sentir homem feito,
feito de barro, dúvidas e incertezas
que já não me assombram por que agora
o coração é uno, conhece o espírito.
Sou canceriano ascendente em escorpião com a lua em leão.
Um carangueijo que aprendeu a pular pra frente
Deixa pra lá aquele "quem sabe um dia",
deixa estar que a caminhada continua.
Mesmo sem a sua mão na minha
eu levo um sorriso no rosto.
Assis Monteiro
tentei em vão te segurar
juntei todas as forças
mas não pude mudar você.
E naquele momento eu senti
o mundo desabar em cima de mim
o meu amor foi sem se despedir
fiquei ali sem saber para onde ir.
Nem a maior pá do mudo foi suficiente
para juntar todos os cacos de mim.
Queria me desintegrar, desaparecer
mas ninguém pode desaparecer de si mesmo.
Sinto muito por não estarmos juntos
e sou imensamente feliz por que
demos certo ao menos por um bom tempo.
Ainda guardo no coração os bons momentos
e agora é leve como a memória de um bom filme.
Ainda lembro de como é o seu cheiro
e isso também é leve, é orvalho na folha.
Ah! O prazer de me sentir homem feito,
feito de barro, dúvidas e incertezas
que já não me assombram por que agora
o coração é uno, conhece o espírito.
Sou canceriano ascendente em escorpião com a lua em leão.
Um carangueijo que aprendeu a pular pra frente
Deixa pra lá aquele "quem sabe um dia",
deixa estar que a caminhada continua.
Mesmo sem a sua mão na minha
eu levo um sorriso no rosto.
Assis Monteiro
14 novembro, 2011
Olhos sorridentes
É de olhar bastante que isso não gasta
Morena esse teu olhar...
Ela toca abê com os pés descalços
dançando sem tocar o chão
Quando sorri dilata meus póros
quem me dera a sorte
Eu cuidaria com todo carinho
com todo o amor em seu coração
É de olhar bastante que isso não gasta
Morena esse teu olhar...
Assis Monteiro
Morena esse teu olhar...
Ela toca abê com os pés descalços
dançando sem tocar o chão
Quando sorri dilata meus póros
quem me dera a sorte
Eu cuidaria com todo carinho
com todo o amor em seu coração
É de olhar bastante que isso não gasta
Morena esse teu olhar...
Assis Monteiro
11 novembro, 2011
Saudade que não passa
Faço parte disso também e me sinto em casa.
O sorriso acolhedor estampado nos olhos.
Gargalhada é massagem nas bochechas
Marchinhas, reizados, modas de viola
Um tempo e sua pegada em nossos corações
Aço e couro pra nascer tudo de novo
Uma canção despertando na chuva que cai
Existimos no cheiro que vem do forno
Desintegramos no sabor que a boca espera
Ah meus amigos, mesmo tendo-os visto a poucas horas
quanta saudade ainda estou de vocês.
Francisco de Assis
O sorriso acolhedor estampado nos olhos.
Gargalhada é massagem nas bochechas
Marchinhas, reizados, modas de viola
Um tempo e sua pegada em nossos corações
Aço e couro pra nascer tudo de novo
Uma canção despertando na chuva que cai
Existimos no cheiro que vem do forno
Desintegramos no sabor que a boca espera
Ah meus amigos, mesmo tendo-os visto a poucas horas
quanta saudade ainda estou de vocês.
Francisco de Assis
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