Entrego a você meu sorriso aberto por que
confio no que me faz deserto e ali existo
Aceito esta contramão incerta posto que tudo é
agradeço a hora iminente, para onde a água flui
Assis Monteiro
29 março, 2012
26 março, 2012
(................)
Poema de nome invisível
Ode fundante entre dois possíveis amantes
Clandestinos na moralidade... Nos romances gastos de leitura
Nós de amantes, somos o brilho do sol no vidro do terceiro andar;
Diamantes de luanda
C.
Ode fundante entre dois possíveis amantes
Clandestinos na moralidade... Nos romances gastos de leitura
Nós de amantes, somos o brilho do sol no vidro do terceiro andar;
Diamantes de luanda
C.
22 março, 2012
APANHADOS
Há tempos não escrevo poemas
Há tempos não escrevo cadernos
Há tempos não leio seu corpo
A porta bate, alguem me quer lá fora
Fora de controle, o bicho homem vai dormir
A dor mais forte do homem será a fome?
Você tem fome de que?
O que tu queis cume?
Sentimentos reduzidos a razão
Sentimentos que compartilham a mesma mão
A beleza poética salva a pobreza da escrita geométrica
Na dupla mão, ninguém sabe onde uma conversa pode levar.
A mão que transforma o barro é transformada pelo mesmo
Há tempos que o próprio tempo não assume "nada"
Há coisas de "nada" que assumem muitos tempos
No momento da dança, o tempo tu o tempo eu, ritmos nu corpo nu.
Assim ... apanhados.
C.
Há tempos não escrevo cadernos
Há tempos não leio seu corpo
A porta bate, alguem me quer lá fora
Fora de controle, o bicho homem vai dormir
A dor mais forte do homem será a fome?
Você tem fome de que?
O que tu queis cume?
Sentimentos reduzidos a razão
Sentimentos que compartilham a mesma mão
A beleza poética salva a pobreza da escrita geométrica
Na dupla mão, ninguém sabe onde uma conversa pode levar.
A mão que transforma o barro é transformada pelo mesmo
Há tempos que o próprio tempo não assume "nada"
Há coisas de "nada" que assumem muitos tempos
No momento da dança, o tempo tu o tempo eu, ritmos nu corpo nu.
Assim ... apanhados.
C.
04 março, 2012
Crescer
Conversando conversas escutei um algo forte
que seja de vida ou que seja de morte
encarar a verdade latente, aquela que pulsa
baixinho entre escolhas e desventuras
é algo que nos faz crescer, desde que sejas
a força para viver
e que tenhas a serenidade de aceitar.
Assis Monteiro
que seja de vida ou que seja de morte
encarar a verdade latente, aquela que pulsa
baixinho entre escolhas e desventuras
é algo que nos faz crescer, desde que sejas
a força para viver
e que tenhas a serenidade de aceitar.
Assis Monteiro
22 fevereiro, 2012
Quarta-feira de cinzas
Fome
de som
de chêro
de tempêro
reflito ainda bêbado sobre esse "quê" intenso
somente uma força ancestral pode fazer aquilo
Foram vários os dias
de folia, amor e alegria
em momentos todos coloridos
logo hoje que o meu despertador tocou bem atrasado
enquanto eu sonhava mil sóis atravessando a janela
O dia acordou
com a mesma cor
da calça do detento
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor ?
desço a colina e começo a prestar atenção
Algumas gaivotas
fedor de cela e mijo
crianças dormem na praça
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor ?
então começo a rememorar outros carnavais
Lembro bem do dia
na praça da república
a cor da farda da polícia
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor?
e finalmente - ainda bêbado - compreendo
Cru
simples
e visceral
essa fome é cinza
da cor da pele daquela menina
da cor da pele de um tubarão
da cor da miséria em questão
uma cor, de hipocrisia cristã
E quem se atreve a classificar os normativos?
sinta o privilégio, é quarta-feira de cinzas
amanhã alguém vem entregar a ração na porta
Francisco de Assis
de som
de chêro
de tempêro
reflito ainda bêbado sobre esse "quê" intenso
somente uma força ancestral pode fazer aquilo
Foram vários os dias
de folia, amor e alegria
em momentos todos coloridos
logo hoje que o meu despertador tocou bem atrasado
enquanto eu sonhava mil sóis atravessando a janela
O dia acordou
com a mesma cor
da calça do detento
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor ?
desço a colina e começo a prestar atenção
Algumas gaivotas
fedor de cela e mijo
crianças dormem na praça
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor ?
então começo a rememorar outros carnavais
Lembro bem do dia
na praça da república
a cor da farda da polícia
reflito ainda bêbado se; a fome tem cor?
e finalmente - ainda bêbado - compreendo
Cru
simples
e visceral
essa fome é cinza
da cor da pele daquela menina
da cor da pele de um tubarão
da cor da miséria em questão
uma cor, de hipocrisia cristã
E quem se atreve a classificar os normativos?
sinta o privilégio, é quarta-feira de cinzas
amanhã alguém vem entregar a ração na porta
Francisco de Assis
20 fevereiro, 2012
Dilúvio
As palavras de Mr. Orwell tem ganhado forma a cada dia
seres avarentos congratulando e nomeando um novo herói
banalidade amordaçada já faz parte da sua cesta básica
Para onde vão os sonhos? Aonde se escondem as crianças?
Seu juramento de nada me serve, bastaria um sim ou não
levaria consigo essa marca da mentira? da desconfiança?
ao invés disso, responde aquilo que vem do seu coração
Os meus, os teus, onde estarão agora? Tu ainda respira?
Noutras preces eu vi o tempo rompendo a terra em ciclos
Água inundando o sertão, rochas pairando sobre a cidade
Um pássaro-corneta anunciando o que vinha pela frente..
partícula;
gotícula;
mãos em concha esperando o que beber cair do próprio sol
e o primeiro mercenário vendendo pódio em troca de carne
suor em troca de sangue, sangue as custas do pão e circo
Água, bastante água, uma enorme tempestade cair do céu
para lavar os teus olhos e, afogar o circo de horrores
voltar a terra traz beleza e esperança
amizade me faz sorrir e me leva a crer
Não se engane pois sou otimista peço água
todos os dias em minhas preces, peço água.
Francisco de Assis
seres avarentos congratulando e nomeando um novo herói
banalidade amordaçada já faz parte da sua cesta básica
Para onde vão os sonhos? Aonde se escondem as crianças?
Seu juramento de nada me serve, bastaria um sim ou não
levaria consigo essa marca da mentira? da desconfiança?
ao invés disso, responde aquilo que vem do seu coração
Os meus, os teus, onde estarão agora? Tu ainda respira?
Noutras preces eu vi o tempo rompendo a terra em ciclos
Água inundando o sertão, rochas pairando sobre a cidade
Um pássaro-corneta anunciando o que vinha pela frente..
partícula;
gotícula;
mãos em concha esperando o que beber cair do próprio sol
e o primeiro mercenário vendendo pódio em troca de carne
suor em troca de sangue, sangue as custas do pão e circo
Água, bastante água, uma enorme tempestade cair do céu
para lavar os teus olhos e, afogar o circo de horrores
voltar a terra traz beleza e esperança
amizade me faz sorrir e me leva a crer
Não se engane pois sou otimista peço água
todos os dias em minhas preces, peço água.
Francisco de Assis
14 fevereiro, 2012
Castelos de Nagô
O olhos transbordam de alegria ao ver correr a pequena cria
a paisagem acolhe o pequeno rebento, é Nagô, é Nagô, é Nagô
castelo d'areia, baldinho cheio d'água;
" - quanta tatuíra odé!"
os pés deixam o rastro entre o percalço da caminhada no axé
É vida é som, mar e sol, papai, mamãe, amigos, dia perfeito
deixa estar o tempo sem direção que o vento traz um sossêgo
Take it easy my brother Charles
Take it easy meu irmão de cor
Take it easy my sister Xanda
Take it easy minha irmã de cor
Momento atemporal. Apenas um, nada mais!
Sem retrato nem marca, apenas lembrança.
Nagô menino de praia e seu boné virado pra trás
Sorriso doce e olhar atento, a paisagem é dele;
do pequeno-grande rebento.
Assis Monteiro
a paisagem acolhe o pequeno rebento, é Nagô, é Nagô, é Nagô
castelo d'areia, baldinho cheio d'água;
" - quanta tatuíra odé!"
os pés deixam o rastro entre o percalço da caminhada no axé
É vida é som, mar e sol, papai, mamãe, amigos, dia perfeito
deixa estar o tempo sem direção que o vento traz um sossêgo
Take it easy my brother Charles
Take it easy meu irmão de cor
Take it easy my sister Xanda
Take it easy minha irmã de cor
Momento atemporal. Apenas um, nada mais!
Sem retrato nem marca, apenas lembrança.
Nagô menino de praia e seu boné virado pra trás
Sorriso doce e olhar atento, a paisagem é dele;
do pequeno-grande rebento.
Assis Monteiro
09 fevereiro, 2012
Entre meios
Olhares atentos ao que nos resta de dignidade
passo torto, apressado, encontrando um começo
prefiro de ontem os canteiros que o entremeio
nas calçadas há poeira cobrindo desonestidade
Quem se atreve a apontar? É o mesmo currículo
Dá pra acreditar em quem? É o mesmo discípulo
Conversa "fiada" (um dia ele paga o que deve)
Evolução espiral de alma ou devir consolação?
Ainda assim prefiro canteiros que entre meios.
Francisco de Assis
passo torto, apressado, encontrando um começo
prefiro de ontem os canteiros que o entremeio
nas calçadas há poeira cobrindo desonestidade
Quem se atreve a apontar? É o mesmo currículo
Dá pra acreditar em quem? É o mesmo discípulo
Conversa "fiada" (um dia ele paga o que deve)
Evolução espiral de alma ou devir consolação?
Ainda assim prefiro canteiros que entre meios.
Francisco de Assis
25 janeiro, 2012
Aponte seus dedos
Vivo cercado de água, e, o que tem do lado de lá?
Atravesso a ponte e me identifico com o ambiente.
Sonho grudado no ferro do latão, sonâmbula gente.
O mecanismo é forte o bastante
trabalha dia e noite sem parar
e consegue mantê-los distantes
Tem informação? Então tem privilégio, é sabido
e quem deveria ser um aliado tornou-se inimigo
Você é, eu sou, e, ainda assim não somos
as vezes somamos em frações de milésimos
quando isso acontece surgem novos átomos
ele foi criado para o abate, mero serviçal
a serviço do clero, do nobre senhor feudal
Colombo Salles não apenas separa ilha e continente
também separa sonhos, separa humores, separa gente
Francisco de Assis
Atravesso a ponte e me identifico com o ambiente.
Sonho grudado no ferro do latão, sonâmbula gente.
O mecanismo é forte o bastante
trabalha dia e noite sem parar
e consegue mantê-los distantes
Tem informação? Então tem privilégio, é sabido
e quem deveria ser um aliado tornou-se inimigo
Você é, eu sou, e, ainda assim não somos
as vezes somamos em frações de milésimos
quando isso acontece surgem novos átomos
ele foi criado para o abate, mero serviçal
a serviço do clero, do nobre senhor feudal
Colombo Salles não apenas separa ilha e continente
também separa sonhos, separa humores, separa gente
Francisco de Assis
20 janeiro, 2012
A água flui (aonde o som se esconde)
Os dias passam e a água corre
triste-mente despenca acordes
desenha caminho nos barrancos
salpica insetos na superfície
Tive seca, por dias, sem água
sem saliva, sem lágrima, nada
durou corrosiva secura branca
E por fim que nasceu nascente
vibrou corrente, encheu lagoa
chiou pedra e estalou madeira
o cipó lambe o espelho d'água
distrai a correnteza tchuplam
assim transbordando este poço
e por fim que nasceu nascente
margem, profundo rio do tempo
carrega a vida, sendo destino
e o som que não esconde; vivo
Assis Monteiro
triste-mente despenca acordes
desenha caminho nos barrancos
salpica insetos na superfície
Tive seca, por dias, sem água
sem saliva, sem lágrima, nada
durou corrosiva secura branca
E por fim que nasceu nascente
vibrou corrente, encheu lagoa
chiou pedra e estalou madeira
o cipó lambe o espelho d'água
distrai a correnteza tchuplam
assim transbordando este poço
e por fim que nasceu nascente
margem, profundo rio do tempo
carrega a vida, sendo destino
e o som que não esconde; vivo
Assis Monteiro
Bóra pro céu
Acordei torto, como foi que cheguei
com o olhar perdido; ressaca mortal
Algumas garrafas vazias, e cigarros
Tem carona? Alguém para o pantanal?
Substância: recordações
Apropriada: ao presente
Abstrações: trabalhosas
Memoráveis: construções
O rosto me faz lembrar o México
não sei bem ao certo por que
Diz estar indo para o céu
talvez eu me arrependa
só indo pra saber
bóra...
Chico
com o olhar perdido; ressaca mortal
Algumas garrafas vazias, e cigarros
Tem carona? Alguém para o pantanal?
Substância: recordações
Apropriada: ao presente
Abstrações: trabalhosas
Memoráveis: construções
O rosto me faz lembrar o México
não sei bem ao certo por que
Diz estar indo para o céu
talvez eu me arrependa
só indo pra saber
bóra...
Chico
18 janeiro, 2012
Chora neném
Quando você nasce alguém bate na sua bunda
esperando choro para ver se você tem saúde
Eu digo que essa pancada vai um pouco além
Pois que no mundo de hoje você é o que tem
Ah meu amigo! bastaria que fossem honestos
e foi dito que até num lixão nascem flores
apenas sinceros como um sorriso de criança
onde nascem sonhos e um botão de esperança
Um pedaço de chão: tá caro
Comer o que é bom: tá caro
Estudar-trabalhar: tá caro
Passear no mundão: tá caro
Você me fita com esses olhos esbugalhados
de quem quer mais do que pode carregar
no final da história eu passo na boa
você precisa de seguro pra passear
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Ainda bem que a arte resiste.
Francisco de Assis
esperando choro para ver se você tem saúde
Eu digo que essa pancada vai um pouco além
Pois que no mundo de hoje você é o que tem
Ah meu amigo! bastaria que fossem honestos
e foi dito que até num lixão nascem flores
apenas sinceros como um sorriso de criança
onde nascem sonhos e um botão de esperança
Um pedaço de chão: tá caro
Comer o que é bom: tá caro
Estudar-trabalhar: tá caro
Passear no mundão: tá caro
Você me fita com esses olhos esbugalhados
de quem quer mais do que pode carregar
no final da história eu passo na boa
você precisa de seguro pra passear
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Tá-claro-tá-caro-caro
Ainda bem que a arte resiste.
Francisco de Assis
13 janeiro, 2012
Ipods, Ipads e o I-Homem
Avisa para o vizinho
que é de esperar sentado
os prêmios que lhe prometeram
Consumidos e consumidores, artistas e atores
Sacrificam seus ossos para dizerem das dores
Outrora foi simples, até um tanto entediante
criatividade e dedicação.. miséria bastante?
O que produz o agricultor? conhecimento?
O que produz o governante? mão de obra?
O que produz o acadêmico? alimento?
O que produz nossa nação? desigualdade?
andróides fabricados em série
marcados com código de barra
caminhando rumo ao deserto
sem vida, sem nexo; sem nada
O amor talvez funcione
não é fácil acreditar
procuro não duvidar
Francisco de Assis
que é de esperar sentado
os prêmios que lhe prometeram
Consumidos e consumidores, artistas e atores
Sacrificam seus ossos para dizerem das dores
Outrora foi simples, até um tanto entediante
criatividade e dedicação.. miséria bastante?
O que produz o agricultor? conhecimento?
O que produz o governante? mão de obra?
O que produz o acadêmico? alimento?
O que produz nossa nação? desigualdade?
andróides fabricados em série
marcados com código de barra
caminhando rumo ao deserto
sem vida, sem nexo; sem nada
O amor talvez funcione
não é fácil acreditar
procuro não duvidar
Francisco de Assis
03 janeiro, 2012
Nome aos bois ?
A boiada que nem sonha bandeja de isopor
Meu amigo caminha sem perceber a estrada
E quem um dia irá saber o que veio fazer
só caminhamos pra onde crepita chicotada
Estás roubando seu próprio sopro de vida
concordando com diagnósticos improváveis
Sem força para quebrar os velhos hábitos
laudos, remédios, os motivos infindáveis
Humanidade? Eu digo Calamidade!
Felicidade? Eu digo Iniquidade!
Sociedade ? Eu digo Inimizade !
Ha quanto tempo te ensinou este mundo ?
E qual foi a promessa que lhe fizeram ?
Eu vejo mais cadáveres pegando o ônibus
Do que aqueles enterrados num cemitério
Francisco de Assis
Meu amigo caminha sem perceber a estrada
E quem um dia irá saber o que veio fazer
só caminhamos pra onde crepita chicotada
Estás roubando seu próprio sopro de vida
concordando com diagnósticos improváveis
Sem força para quebrar os velhos hábitos
laudos, remédios, os motivos infindáveis
Humanidade? Eu digo Calamidade!
Felicidade? Eu digo Iniquidade!
Sociedade ? Eu digo Inimizade !
Ha quanto tempo te ensinou este mundo ?
E qual foi a promessa que lhe fizeram ?
Eu vejo mais cadáveres pegando o ônibus
Do que aqueles enterrados num cemitério
Francisco de Assis
27 dezembro, 2011
Novos Muros
Para que alguns desfrutem conforto amparados na miséria alheia
Estas mãos que eu não reconheço carregam pedra, tijolo e areia
Erguemos fortes, pontes, edifícios, para um novo mundo virtual
A natureza antes tão bela ainda resite e protela o seu funeral
Em que momento terá Deus ordenado:
...
- Andem logo! Dêem o seu sangue, seu suor, para que
alguns desfrutem conforto 'façamos' um mundo melhor
...
Se o coração bate junto as montanhas o canto observa a cidade
O amor é de água e de terra - sepultado por toda enternidade
Francisco de Assis
Estas mãos que eu não reconheço carregam pedra, tijolo e areia
Erguemos fortes, pontes, edifícios, para um novo mundo virtual
A natureza antes tão bela ainda resite e protela o seu funeral
Em que momento terá Deus ordenado:
...
- Andem logo! Dêem o seu sangue, seu suor, para que
alguns desfrutem conforto 'façamos' um mundo melhor
...
Se o coração bate junto as montanhas o canto observa a cidade
O amor é de água e de terra - sepultado por toda enternidade
Francisco de Assis
20 dezembro, 2011
Meu melhor amigo
Pai,
você me ensinou
a esvaziar a sacola
quando ela se torna pesada
e a manter apenas o que importa
Pescarias
no alto da serra
conversas intermináveis
cachacinha da boa e madrugada
É pra você que eu canto esta canção
por cada átomo do seu coração
por cada momento em que
você me guiou
Por toda a eternidade serás meu guia.
Júnior
você me ensinou
a esvaziar a sacola
quando ela se torna pesada
e a manter apenas o que importa
Pescarias
no alto da serra
conversas intermináveis
cachacinha da boa e madrugada
É pra você que eu canto esta canção
por cada átomo do seu coração
por cada momento em que
você me guiou
Por toda a eternidade serás meu guia.
Júnior
Sofia e os seus sete anos
Ainda supreendes com perguntas sem resposta
ao menos eu não tenho todas estas respostas
e sua expressão é tantas vezes indecifrável
Os passos naturalmente seguem a sua direção
O que é o infinito?
Para que serve o governo?
Aonde terminam todos os números?
Como um vinho pode ser líquido e seco?
Meu coração sorri, todo meu corpo sorri
cada vez que você faz uma nova pergunta
mesmo sabendo que eu não tenho resposta
Este mundo tanto nos pergunta sem saber
Mas quando vem de você que vê e aprende
o mundo a sua maneira, onde tudo é vivo
e nada é como é, tudo está por se fazer
Percebo minha castração; O mundo pronto
Filha;
Aprender a vida com você é único ritual
descobrir esperança, fôlego para seguir
luz na caminhada, aprender a ser nuvem
Com esse amor maior do mundo para viver
Francisco de Assis
ao menos eu não tenho todas estas respostas
e sua expressão é tantas vezes indecifrável
Os passos naturalmente seguem a sua direção
O que é o infinito?
Para que serve o governo?
Aonde terminam todos os números?
Como um vinho pode ser líquido e seco?
Meu coração sorri, todo meu corpo sorri
cada vez que você faz uma nova pergunta
mesmo sabendo que eu não tenho resposta
Este mundo tanto nos pergunta sem saber
Mas quando vem de você que vê e aprende
o mundo a sua maneira, onde tudo é vivo
e nada é como é, tudo está por se fazer
Percebo minha castração; O mundo pronto
Filha;
Aprender a vida com você é único ritual
descobrir esperança, fôlego para seguir
luz na caminhada, aprender a ser nuvem
Com esse amor maior do mundo para viver
Francisco de Assis
Os olhos dela
Perdi o sono, os olhos e a boca
no desasossêgo da silhueta dela
Caminhando o pensamento abrupto
serve ao paladar em conta-gotas
Destila que é pra não gastar de
uma vez, mas hoje e só por hoje
Deixa transbordar essa chaleira
deita teus sonhos em meus póros
Aquece o peito meu, tira os nós
dos braços e, enrosca o pescoço
Nua nuca de lavanda e marapuama
acalma e perturba minha intenção
Novamente perdido
em cada pedaço desse
teu olhar caleidoscópico
Assis Monteiro
no desasossêgo da silhueta dela
Caminhando o pensamento abrupto
serve ao paladar em conta-gotas
Destila que é pra não gastar de
uma vez, mas hoje e só por hoje
Deixa transbordar essa chaleira
deita teus sonhos em meus póros
Aquece o peito meu, tira os nós
dos braços e, enrosca o pescoço
Nua nuca de lavanda e marapuama
acalma e perturba minha intenção
Novamente perdido
em cada pedaço desse
teu olhar caleidoscópico
Assis Monteiro
19 dezembro, 2011
O skate, a margem e a vizinha
Lembro da gente sentado na calçada
uma tarde inteira e nada pra fazer
investigávamos universos, era isso
Formigas, chuva, ipê, luz e sombra
Escolhemos a margem, correndo azul
jogávamos cartas com vinho barato
trouxemos o brilho dos corrimões e
o desafio das rampas de madeirite
Do outro lado da rua o sorriso dela,
nós apaixonados pela mesma cabrocha
e ela nem ligava ou fingia que não
Casou, teve filhos e continua bela
Éramos teimosos em preguiçar o dia
alguns eram azedinho de três folhas
outros mormaço e garoa fim de tarde
Tinham em comum um sabor de esquina
Júnior
uma tarde inteira e nada pra fazer
investigávamos universos, era isso
Formigas, chuva, ipê, luz e sombra
Escolhemos a margem, correndo azul
jogávamos cartas com vinho barato
trouxemos o brilho dos corrimões e
o desafio das rampas de madeirite
Do outro lado da rua o sorriso dela,
nós apaixonados pela mesma cabrocha
e ela nem ligava ou fingia que não
Casou, teve filhos e continua bela
Éramos teimosos em preguiçar o dia
alguns eram azedinho de três folhas
outros mormaço e garoa fim de tarde
Tinham em comum um sabor de esquina
Júnior
14 dezembro, 2011
Líquido e tempo
Hoje em dia escuto dizer; - Me falta tempo!
E realmente tem faltado. Aquele de observar,
ser observado, escrever e ser escrivinhado.
Não queremos mais a macarronada de domingo?
Meus pais envelheceram e meu irmão cresceu.
Queria escrever assim como eles, os poetas
de verdade, extrair o néctar da vida para
pintar nas linhas do meu caderno um quem
sabe o que de maravilha viva e colorida.
Enquanto esquinas virtuais trazem tanto.
Doce lembrança da infância, quando as horas
eram sentidas ao tocar o sinal do recreio.
Chuva; minha tia dizia: - Você é de açucar?
Naquela época deveria ser; pois que era doce.
Pés descalços desde o recanto das abelinhas.
Rafael meu grande amigo, meu melhor amigo
ainda falta uma peça. Não! algumas talvez.
Estou só novamente driblando dois, três.
Vivendo na luz e nas trevas de cada dia.
Receita; sonhos, determinação e paciência.
Júnior
E realmente tem faltado. Aquele de observar,
ser observado, escrever e ser escrivinhado.
Não queremos mais a macarronada de domingo?
Meus pais envelheceram e meu irmão cresceu.
Queria escrever assim como eles, os poetas
de verdade, extrair o néctar da vida para
pintar nas linhas do meu caderno um quem
sabe o que de maravilha viva e colorida.
Enquanto esquinas virtuais trazem tanto.
Doce lembrança da infância, quando as horas
eram sentidas ao tocar o sinal do recreio.
Chuva; minha tia dizia: - Você é de açucar?
Naquela época deveria ser; pois que era doce.
Pés descalços desde o recanto das abelinhas.
Rafael meu grande amigo, meu melhor amigo
ainda falta uma peça. Não! algumas talvez.
Estou só novamente driblando dois, três.
Vivendo na luz e nas trevas de cada dia.
Receita; sonhos, determinação e paciência.
Júnior
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